Itaituba,06 de Setembro de 2010.

1– Momento Estático da Empresa

 

As transações que se operam em uma empresa industrial, comercial ou filantrópica terminam por alcançar um estado determinante, ou seja, um momento estático da empresa demonstrando a situação patrimonial em um período relativo ou exercício social que será divulgado através das demonstrações contábeis.

Muitas vezes essas demonstrações contábeis, para algumas empresas, nada mais são do que um capricho, uma obrigação da legislação pertinente, um documento a mais para a escrituração contábil da empresa sem valor decisório para a mesma.

Não obstante a abertura do mercado em nível estrangeiro, o processo decisório dentro de uma empresa tornou-se um dos fatores predominante para o futuro e manutenção da empresa no mercado consumidor. Para isso, todas as informações possíveis devem ser alocadas de uma maneira racional e lógica a fim de tirar o maior proveito possível dentro de uma análise real e documental dos dados da empresa.

Acompanhando essas evoluções, as demonstrações contábeis deixaram de ser apenas uma escrituração a mais, tornando-se uma principal fonte de informações financeiras para as empresas.

 

2 – Demonstrações Contábeis

 

Ao analisar as demonstrações contábeis, não se pode desconhecer os fatores econômicos e sociais que afetam a vida empresária em cada mercado, devendo o analista ter um conhecimento das normas, princípios, postulados e convenções contábeis, bem como os meios utilizados para a obtenção de resultados concretos na análise.

            Na empresa analisada, foi realizada uma análise de balanço com a exposição da análise vertical, análise horizontal, análise de liquidez e endividamento e elaborado um fluxo de caixa para se saber se a empresa necessita e possui condições de auferir recursos de terceiros (SÁ, 1981).

            Para isso, foram obtidos os dados através de pesquisa de campo, tomando conhecimento da política da empresa, onde se manteve um contato direto com os setores e seus respectivos responsáveis, organizando todos os dados através de planilhas e gráficos para a execução dos cálculos e finalizando os relatórios através de embasamento teórico - metodológico.

            Todo esse trabalho está relacionado a um fator determinante: a globalização, que abriu uma porta do mercado no qual as empresas não estavam preparadas. A competitividade.

            Com isso, a inclusão de capital estrangeiro dentro de nossa economia, a tecnologia alocada cada vez mais rápida e fácil e o consumidor estar mais exigente na hora da aquisição de um bem ou serviço, fazem com que as empresas se preocupem em aperfeiçoar seus produtos para, pelo menos, manter sua posição no mercado. Isso requer investimentos em todas as áreas da empresa.

            Segundo ASSAF NETO (1989) “as decisões financeiras inerentes à atividade de uma empresa resume-se na captação de recursos – decisão de financiamento, e na aplicação dos valores levantados – decisões de investimentos. Sendo assim, a captação de recurso e a aplicação dos valores levantados deixam de ser uma tarefa diária para ser uma tarefa estratégica dentro da empresa para maximizar os lucros e adiantar-se aos seus concorrentes.

            Mas a empresa tem condições para tal? Possui capital próprio ou terá que recorrer a terceiros? Caso o capital próprio seja insuficiente para o investimento necessário, posso fazer um empréstimo? Quais são as reais condições de auferir recursos de terceiros através da análise de balanço?

            Diante destes questionamentos, trataremos a análise de balanço como “a arte de saber extrair relações úteis dos relatórios contábeis tradicionais e de suas extensões e detalhamento se for o caso” (IUDÍCIBUS, 1993) além de elaborar um fluxo de caixa mensal para os futuros planejamentos, tornando assim a empresa com mais um instrumento de análise financeira na árdua tarefa de sempre estar na frente da concorrência.

           

3 – Análise de Balanço

 

Esse trabalho foi realizado no período de julho a novembro de 2001, onde foi desenvolvido dentro do setor contábil da empresa consultada, onde se teve livre acesso a todas as informações necessárias para a execução do mesmo.

            Com a integração dos sistemas de planejamento e de controle da contabilidade gerencial no processo de tomada de decisão é que, para assimilação dos princípios da análise, pressupõe razoáveis conhecimentos de escrituração, sendo que, sem os conhecimentos essenciais das técnicas de análise de balanço torna-se impossível um amplo aproveitamento desta ferramenta gerencial na empresa, deve o administrador manter dentre os seus auxiliares uma pessoa com conhecimentos nessa área, no caso um consultor, que possa delinear diretrizes primárias para uma tomada de decisão ou aperfeiçoamento do planejamento orçamentário da empresa.

            O consultor sabe, através da análise de balanço, os pontos financeiros que podem ser corrigidos dentro dos princípios, convenções, normas e postulados contábeis, no intuito de melhorar a alocação dos bens, direitos e obrigações dentro do balanço, demonstrando ao administrador a real situação financeira da empresa, situando economicamente suas condições reais de investimentos a curto, médio e longo prazo.

            Analisar as demonstrações contábeis dos anos de 1998, 1999 e 2000 da empresa, transformar a análise de balanço em um instrumento para futuras tomadas de decisões e elaborar um fluxo de caixa corrente para a empresa tornou-se o objetivo principal do nosso trabalho, conseqüentemente, elaborar a análise vertical, análise horizontal, fazer as análises de coeficientes (participação de capital de terceiros, composição de endividamento, imobilização do patrimônio líquido, etc), fazer a análise dinâmica, preparar os índices de prazos médios (recebimento das vendas, pagamento das compras, etc) como também a averiguar a determinação do ciclo operacional e do ciclo financeiro, como também elaborar a análise da rentabilidade tornou-se como objetivos específicos para que pudéssemos complementar com segurança o nosso trabalho.

           

Conclusão

 

Podemos também afirmar, que esse trabalho demonstrou a empresa à utilidade e a necessidade da análise de balanço como uma ferramenta gerencial, já que as mudanças globais administrativas obrigam as empresas a se aprimorarem para se manterem no mercado. Visa também demonstrar se a empresa consegue obter recursos de terceiros, tanto para capital de giro como para futuros investimentos e através do fluxo de caixa saberá se e quanto poderá auferir de empréstimos sem que prejudique o andamento funcional financeiro da empresa.

 

 

Bibliografia

 

ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico-financeiro. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1989.

 

IUDÍCIBUS, Sérgio de. Análise de balanço. 6 ed. São Paulo: Atlas, 1995.

 

IUDÍCIBUS, Sérgio de, MARTINS, Eliseu, GELBECK, Ernesto Rubens. Manual de contabilidade das sociedades por ações. 4 ed. São Paulo: Atlas, 1995.

 

 

SÁ, Antônio Lopes de. Introdução à análise de balanço. 1ed. São Paulo: Tecnoprint, 1981.

 

______. Como se faz um balanço. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1975.

 

______. Análise de balanço ao alcance de todos. 8 ed. São Paulo: Atlas, 1976.

 

______. Análise e essência dos fenômenos patrimoniais. REVISTA DO CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL, Porto Alegre: n. 97, p. 30 – 33, Jul./1999.

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