DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO
As organizações para sobreviverem a competitividade e sobressaírem aos seus concorrentes precisam planejar, isto é, definir onde querem chegar e qual o melhor caminho para se chegar lá.
Para isso, é necessário elaborar o planejamento, que segundo Oliveira (2006), é o processo administrativo que proporciona sustentação mercadológica para se estabelecer a melhor direção para ser seguida a empresa, visando ao otimizado grau de interação com o ambiente e atuando de forma inovadora e diferenciada.
Nesse contexto, destaca-se a fase do diagnóstico estratégico da empresa, visto ser a fase onde se determina como a empresa está, através da análise dos ambientes interno e externo e da identificação de valores, da visão e da missão e da empresa.
Através da pesquisa realizada, foi elaborado o diagnóstico estratégico da referida empresa, pois os resultados apresentados não foram favoráveis.
Assim, esse trabalho teve como objetivo, através do diagnóstico estratégico, definir a missão, visão e os valores da empresa Clic Mundo Cyber Café; propor a criação de um organograma e sugerir melhorias para, a partir daí, a empresa realizar as mudanças necessárias para manter a competitividade do mercado e, então, ir à busca da liderança do mercado de informática em Itaituba.
As organizações não trabalham na base da improvisação. Quase tudo nelas é planejado antecipadamente. O planejamento estratégico figura como a primeira função administrativa, por ser aquela que serve de base para as principais funções. O planejamento e a função administrativa que determina, antecipadamente, quais são os objetivos que devem ser atingidos e como se deve fazer para alcançá-los. Trata-se, pois, de um modelo teórico para a ação futura. Começa com a determinação dos objetivos e detalha os planos necessários para atingi-los da melhor maneira possível (CHIAVENATO, 2000).
Assim, o planejamento pode ser conceituado como a definição dos objetivos e a escolha antecipada do melhor caminho para alcançá-los. Planejar e definir onde a empresa pretende chegar; o que deve ser feito, quando, como e em seqüência para se chegar ao local pretendido.
Segundo Ackoff (1974), o planejamento é um processo contínuo que envolve um conjunto complexo de decisões inter-relacionadas que podem ser separadas de formas diferentes. Assim, o planejamento apresenta cinco partes: planejamento dos fins, planejamento dos meios, planejamento organizacional, planejamento dos recursos, planejamento da implantação e controle.
O planejamento dos fins é a especificação do estado futuro desejado, ou seja, a visão, a missão e a proposição de caminhos para a empresa chegar ao estado futuro desejado, são onde se tem a escolha de macroestratégias, macropolíticas, estratégias, políticas, procedimentos e práticas. (OLIVEIRA, 2006).
As oportunidades é a força ambiental incontrolável da empresa, que pode favorecer sua ação estratégica, desde que conhecida e aproveitada, satisfatoriamente, enquanto perdura. E a ameaça é a força ambiental incontrolável pela empresa, que cria obstáculos a sua ação estratégica, mas que poderá ou não ser evitada, desde que conhecida em tempo hábil (OLIVEIRA, 2006).
Portanto, o planejamento estratégico não deve ser considerado apenas como uma afirmação das aspirações de uma empresa, pois inclui, também, o que deve ser feito para transformar essas aspirações em realidade (OLIVEIRA, 2006).
A fase de diagnóstico estratégico deve determinar como a empresa está, sendo realizada através de pessoas representativas das várias informações, que analisam e verificam todos os aspectos inerentes à realidade externa e interna da empresa. Esta fase pode ser dividida em cinco etapas: identificação da visão, identificação dos valores, análise externa, análise interna e análise dos concorrentes.
Na identificação da visão, identificam-se quais são as expectativas e os desejos dos acionistas, conselheiros e elementos da alta administração da empresa, tendo em vista que esses aspectos proporcionam o grande delineamento do planejamento estratégico a ser desenvolvido e implementado. A visão pode ser considerada como os limites que os principais responsáveis pela empresa conseguem enxergar dentro de um período de tempo mais longo e uma abordagem mais ampla (OLIVEIRA, 2006). Assim, a visão representa o que a empresa deseja para o futuro sendo próximo ou longínquo.
A etapa de identificação dos valores é muito importante, pois são estes valores que dão sustentação ao modelo de gestão da empresa. Segundo Oliveira (2006), valores representam o conjunto dos princípios e crenças fundamentais de uma empresa, bem como fornecem sustentação a todas as suas principais decisões. Portanto, a adequada identificação, debate e disseminação dos valores de uma empresa têm elevada influência na qualidade do desenvolvimento e operacionalização do planejamento estratégico.
A etapa de análise externa verifica as ameaças e oportunidades que estão no ambiente da empresa e as melhores maneiras de evitar ou usufruir dessas situações. A empresa deve olhar para fora de si, para o ambiente onde estão as oportunidades e ameaças. Essa análise deve ser efetuada pela empresa como um todo, considerando uma série de tópicos, entre os quais se podem destacar: mercado nacional e regional; mercado internacional; evolução tecnológica; fornecedores; aspectos econômicos e financeiros; aspectos socioeconômicos e culturais; aspectos políticos; entidades de classe; órgãos governamentais; mercado de mão-de-obra; e concorrentes (OLIVEIRA, 2006).
Para tanto, alguns aspectos devem ser considerados: os objetivos da empresa devem ser usados como critérios para avaliar e classificar as oportunidades e procurar ter alguma garantia de que, praticamente, todas as oportunidades atraentes possíveis foram identificadas, descritas e analisadas (ANSOFF, 1977).
Segundo Thomas (1974), embora informações detalhadas sobre as atividades da empresa e seus recursos possam ser de considerável importância para a alta administração em exercer controle sobre o desempenho, elas são de valor limitado para o planejamento das reações da empresa as questões estratégicas. Em tais casos, o que a alta administração realmente precisa é de informações detalhadas sobre o ambiente externo.
Assim, para Oliveira (2006), é necessário trabalhar com os fatores internos e externos à empresa de maneira interligada. Aliás, esse tratamento interativo é que caracteriza uma abordagem estratégica.
As análises dos pontos fortes, fracos e neutros devem envolver, também, a preparação de um estudo dos principais concorrentes na relação produtos versus mercados, para facilitar o estabelecimento de estratégias da empresa no mercado (OLIVEIRA, 2006).
Segundo o autor acima, no estabelecimento das etapas do processo de definição dos pontos fortes, fracos e neutros da empresa, a estrutura organizacional aparece como um dos principais atributos a serem analisados, pois somente uma empresa com a estrutura organizacional bem definida pode alcançar seus objetivos de maneira adequada.
Para Kotler (1980), a missão da empresa deve ser definida em termos de satisfazer a alguma necessidade do ambiente externo, e não em termos de oferecer algum produto ou serviço ao mercado.
Dentro da missão, o executivo deve estabelecer os propósitos da empresa, que é a segunda etapa.
Segundo Oliveira (2006), propósitos correspondentes à explicação dos setores de atuação dentro da missão que a empresa já atua ou está analisando a possibilidade de entrada no setor, ainda que esteja numa situação de possibilidade reduzida. Estes setores de atuação refere-se tanto a produtos e serviços como a segmentação do mercado. Portanto, a empresa deve armazenar todos os dados e informações referentes a seus propósitos atuais e futuros.
A terceira etapa corresponde à estruturação de cenários que, de acordo com Oliveira (2006), representam critérios e medidas para a preparação do futuro da empresa. Esses cenários devem ser montados com base nos dados e informações fornecidos pelo sistema de informações estratégicas.
A quarta etapa que deve ser considerada é a postura estratégica da empresa, ou seja, a maneira como a empresa posiciona-se diante do seu ambiente. Esta proporciona um quadro-diagnóstico geral da empresa, resultante do confronto entre seus pontos fortes e fracos e que a qualifica quanto à sua capacidade de aproveitar oportunidades e de enfrentar ameaças externas ou não controláveis pela empresa (OLIVEIRA, 2006).
Conforme o autor acima, postura estratégica corresponde à maneira ou postura mais adequada para a empresa alcançar seus propósitos dentro da missão, respeitando sua situação interna e externa atual, estabelecida no diagnóstico estratégico.
A última etapa é o estabelecimento das macroestratégias e macropolíticas, onde macroestratégias correspondem as grandes ações ou caminhos que a empresa deverá adotar para melhor interagir, usufruir e gerar vantagens competitivas no ambiente e, macropolíticas, às grandes orientações que servirão como base de sustentação para as decisões, de caráter geral, que a empresa deverá tomar para melhor interagir com o ambiente (OLIVEIRA, 2006).
A pesquisa demonstrou, também, algumas deficiências da empresa como o atendimento, os serviços prestados, o preço desses serviços e a falta de propaganda, que precisa ser melhorado para que essa empresa possa se tornar referência no mercado da Internet no município de Itaituba-PA. Além disso, precisa ser melhorado, ainda, o espaço físico da empresa, pois essa possui uma iluminação fraca e cores escuras no seu ambiente interno.
Finalizando, a pesquisa mostrou que a maior parte dos clientes ficam menos de uma hora e meia na empresa. Isso se deve ao preço de acesso à Internet e, também, à falta de melhor estrutura para o atendimento do cliente. Portanto, percebe-se que essa empresa necessita realizar um diagnóstico estratégico e, a partir dele, realizar as mudanças necessárias para manter a competitividade do mercado e, assim, ir em busca de liderança do mercado